Certas Palavras

Blogue de Marco Neves

10 nomes de línguas de Espanha (incluindo o português)

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Sim, Espanha é um país complicado no que toca a línguas.

Aliás, Espanha é um país complicado, ponto final. (E bem interessante, por estranho que isso possa parecer a alguns ouvidos portugueses.)

Ora, nesse país complicado, os nomes das línguas parecem multiplicar-se, ainda mais do que as próprias línguas.

Antes, um aviso: a lista abaixo é de nomes de línguas — e não, necessariamente, de línguas separadas. Assim, o “catalão” e o “valenciano” são nomes da mesma língua (há quem discorde), tal como os nomes “espanhol” e “castelhano” se referem ao mesmo idioma (e, neste caso, ninguém discorda).

Vejamos, então, 10 nomes de línguas de Espanha (entre outros):

Espanhol. Este é o nome da língua que o mundo conhece como língua de Espanha. Há quem ande por aí convencido que tudo acaba aqui: em Espanha, fala-se espanhol, ponto final. Mas, não…

Castelhano. Um outro nome dado ao espanhol, muito usado em Espanha para distingui-lo das outras línguas espanholas. Em Portugal, há quem use “castelhano” convencido que é muito mais correcto do que o corriqueiro “espanhol”. Noutro local deste blogue, tenta-se explicar a confusão. No fundo, são sinónimos.

Catalão. Este é o nome oficial da língua própria da Catalunha (e de mais uns quantos sítios). Sim, os catalães faltam também espanhol, mas uma grande parte da população tem como língua materna o catalão, falado em várias regiões de Espanha, em Andorra e ainda numa cidade italiana chamada, em italiano, “Alghero” e, em catalão, “L’Alguer”.

Valenciano. Mais a sul, na Comunidade Valenciana, o catalão muda de nome, mas sem deixar de ser a mesma língua. Claro que há uma ou outra pessoa que insiste que é uma língua diferente, porque dá jeito. E não é assim tão difícil criar uma língua própria: um nome, umas regras ligeiramente diferentes, um dicionário, uma academia, uma gramática e temos feito o idioma. Tudo para garantir que não se fala a língua do vizinho de cima.

Lapao. Sigla de “Lengua aragonesa propia del área oriental“. Desde 2013, é este o termo usado pelo Governo de Aragão para designar o catalão falado no seu território (encostado à Catalunha). Porquê? Porque tudo é válido para evitar dizer o nome “catalão”, que é um bicho papão. Sim, há regiões de Espanha com medo do “imperialismo linguístico” das outras regiões. Quem tem menos medo do catalão goza com este termo usando a risível abreviatura “lapao”. Parece que para o Governo de Aragão, mais vale falar lapao que catalão.

Aranês. Esta é uma das línguas da Catalunha. No fundo, é outro nome para a língua occitana, falada no sul de França. Lá chegaremos, em boa hora, no futuro deste blogue (espero).

Basco. Esta é a língua misteriosa que ali se esconde em redor dos Pirenéus e que não se sabe muito bem donde vem. Não é, sequer, uma língua indo-europeia e, assim, está na companhia do húngaro e do finlandês como elementos estranhos na paisagem linguística europeia.

Euskera. O nome da língua basca em basco é “euskera” e esse nome é usado muitas vezes mesmo em textos escritos noutras línguas de Espanha.

Galego. A língua nossa vizinha, a mais próxima do português — ou mesmo, segundo muitos, um outro nome para a nossa língua.

Português. Haverá poucos que queiram chamar directamente “português” à língua que os galegos falam (até porque argumentam, e bem, que a língua nasceu dos dois lados do Rio Minho e nunca saiu de Portugal em direcção a norte). Mas já serão muitos aqueles que se atrevem a dizer algo que para os portugueses mais distraídos será uma grande surpresa: o galego e o português serão dois nomes para a mesma língua, com diferenças marcadas, é certo, mas sem que tal implique uma separação insanável. Há mesmo quem diga que o português do Brasil está mais distante do português europeu do que o galego. Não vamos entrar, para já, por aí. Fica para mais tarde. Mas podemos afirmar que, para lá dos nomes e das divisões, o português e o galego estão bem mais próximos do que a fronteira faz crer e, por isso, há também uma língua de Espanha que é um pouco nossa. E daí não vem mal ao mundo.

Para lá destes 10 nomes, há mais: “maiorquino”, “bable”, “aragonês”, “leonês” e há até alguns atrevidos que falam da língua andaluza.

Ora, que lições podemos tirar desta profusão de nomes de línguas?

Antes de mais, é fácil perceber que as línguas são fáceis de criar, pelo menos se acharmos que criar uma língua é dar-lhe um nome. As nossas ideias sobre o que é uma língua ou não é acabam por ser muito mais fluidas do que pensamos — principalmente no território das línguas latinas, muito onde todos os falares fazem parte dum só mundo linguístico. Assim, surgem nomes que para alguns serão nomes da mesma língua, para outros significam algo mais: significam a existência duma identidade separada e, nalguns casos, duma língua separada.

Depois, uma lição sobre a humanidade: a necessidade de marcar a diferença é algo muito humano. Assim, num espaço nacional muito fracturado e onde populam identidades locais, regionais e nacionais para lá da identidade nacional espanhola, é normalíssimo vermos surgir nomes de línguas como cogumelos.

Tudo isto também se aplica a nós, à nossa maneira.

Por exemplo, terá muito a ver com esta necessidade de ver na língua o reflexo simples da nossa identidade que leva a que muitos portugueses não consigam ver o galego como língua irmã do português. Afinal, são os galegos são espanhóis…

Mesmo no que toca ao Brasil, os portugueses, em geral, não estão muito interessados em sublinhar a proximidade. Que os brasileiros chamem à sua língua “português” parece um pouco estranho, mas ainda se aceita. Agora que haja por aí tentativas de pôr tudo no mesmo saco e unificar a língua já parece demais.

Também por aí se explica a facilidade com que tantos portugueses dizem “brasileiro” para designar a língua dos brasileiros, que estes últimos chamam “português” sem mais.

Tudo isto porque a língua serve para comunicar, mas serve também (e muito) para marcar a nossa identidade. Goste-se ou não, convém não esquecer esta característica do ser humano.

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42 Comments

  1. Alexandre

    Muito bom artigo, como sempre. Porém, acho a faltar uma menção mais extensa ao asturo-leonês, já que o seu domínio linguístico chega até Portugal, em Miranda do Douro. Já não digo nada do redemoinho de nomes que recebe esta língua dependendo do lugar (mirandês, asturiano, bable, leonês, estremenho, castuo, cântabro e montanhês).

    • Marco Neves

      Obrigado! Hei-de me debruçar sobre o arturo-leonês um destes dias.

  2. Luis Alberto Pinto

    Sempre estive em desacordo com o “português que se fala no Brasil”. É tempo do Brasil assumir o seu próprio idioma, o brasileiro.
    E não entendo também a razão porque cedemos nos chamados “acordos luso-brasileiros”.
    Temos o nosso próprio idioma. É nosso, não deles.

    • Um apontamento sobre o nome para o galego, português, galego-português, etc. : se bem é certo que a língua nasceu a ambos lados da fronteira atual, na altura Portugal não existia, mas tudo era Galécia/Galiza. Logo a denominação na altura seria logicamente “galeciano” ou galego.

      E contudo, acho que a denominação “nacional” (ou nacionalizada) da língua é secundária, toda vez que reconheçamos que é a mesma língua.

      Porque senão continuemos por aí até chegarmos ao indivíduo passando polo “carioca”, “paulistano”, pernambuquês”, “lisboeta”, “corunhês”, “picheleiro”, … e por aí adiante: cada falante de galego-português, um idioma!

  3. Gabriel

    Sou do Brasil, e discordo totalmente de alguns comentários aqui colocados. A Língua Portuguesa no Brasil é totalmente difundida, sendo que cada região que constituem o país (Norte, Sul, Nordeste, Sudeste e Centro-oeste) possuem suas especificidades na oralidade. O que é normal em qualquer país em qualquer língua! Dizer que o Português falado no Brasil e em Portugal não são a mesma língua é bobagem. É claro que são a mesma língua. O que evidenciam as diferenças são justamente a questão geo-político-culturais. O brasileiro não fala Brasileiro. O brasileiro fala a língua Portuguesa. Esse seria o momento ideal para união dos países que falam a língua para difusão da mesma em escala global. Querer separar as línguas e dizer que o que se fala no Brasil é ‘Brasileiro’ e não Língua Portuguesa é enfraquecer a língua no cenário mundial. Não sejamos bobos.

    • Júlio Almeida

      Bobo é aquele que aceita tudo calado, aquele que não tem posição, o bobo não sabe pagar o preço e prefere se acovardar, e mais bobo ainda é aquele que impõe essa ideologia. Eu ia usar a palavra ridículo, mas prefiro usar as palavras que foram usadas no comentário acima. NÃO ESTOU insinuando uma mudança de idioma no nosso país, mas temos que saber tomar uma posição e saber pagar o preço.

  4. Claudio Caldas

    Tenho pena deste senhor Luís Alberto Pinto. Ele tem um recalque que não é típico em Portugal. Querer separar idiomas é de uma idiotice crassa. Nós brasileiros temos orgulho em contribuir com 204 milhões de falantes da língua portuguesa no mundo. Aliás motivo de muito orgulho que uma nação continental como o Brasil fale uma única língua. O português com óbvio vários sotaques. Na Europa, principalmente na Espanha não existe essa unificação da língua o que causa revoluções separatistas, a língua aglutina, aproxima o bom relacionamento de um povo. Nós brasileiros há 515 anos atrás éramos uma nação indígena. Os portugueses aqui se instalaram disseminaram seu idioma tal com na África em alguns países. Deixaram essa herança que muito nos orgulha assim como nosso hino e nossa bandeira. Pobre Sr. Pinto, seu cérebro iguala-se ao de um Pinto.

    • Júlio Almeida

      A língua portuguesa é boa. É útil para o nosso país, sim. Mas da língua portuguesa não somos escravos. Toda proposta é bem vinda. Falar português não é motivo de vergonha, muito menos de orgulho. Para quê nos orgulhar de uma língua que não surgiu no nosso país, aquele que nega o idioma brasileiro, que não é esse português que nós falamos e sim o tupi nunca será patriota. Tolo é aquele que diz amém a tudo. Não estou falando que devemos oficializar o tupi, muito menos abolir o português, só quero lembrar que o Brasil é um pais independente, e temos o direito de exercer nossa liberdade ainda que se tenha um preço a se pagar.

  5. Sérgio Estreitinho

    Olá, sou um curioso e estudei sobre o que é uma língua, tal como seguramento o autor deste blog. Eu acho que uma língua é de todos os falantes e de ninguém em particular. A língua pode identificar a origem de um indivíduo, mas ela não lhe pertence, até porque a língua é um é “ser” vivo, mutável e não se deixa prender e fechar num frasco.

    A língua que os portugueses falam veio dos antepassados (que a herdaram também) e tranmitiram-na pelo cantos do mundo. A distância faz com que evolua (extamente pela separação) em sentidos diferentes. O acordo ortográfico tenta juntar aquilo que se vai separando naturalmente. Concordo com o acordo ortográfico no sentido em que permite a que os diferentes povos conservem uma mesma língua, tanto quanto isso seja possível. No entanto, a língua não pertence a ninguém, por muito que o ser humano tente aprisioná-la, ela é livre e mutável, transforma-se como gelatina e não se deix encarcerar.

    Não tenho medo que um País como o Brasil me tire algo que nunca foi meu e que apenas uso por empréstimo….

  6. Pedro G.

    Vivo nas Canarias e por aqui dizem que se fala o Canario, na verdade fala-se um Castelhano com sotaque diferente mas com muitas palavras absulutamente diferentes como por ex Papas que quer dizer Batatas mas com muitas outas de origem Portuguesa, como Borboleta em vez de Mariposa e muitas mais. Um tema sem duvida interesante devido à historia das Canarias e à presença Portuguesa desconhecida por muitos.

  7. luis afonso

    Faltou o asturiano.
    E mesmo o andaluz.

    • Marco Neves

      Não pretendia ser uma lista exaustiva. Há muitos mais nomes de línguas em Espanha… 🙂

    • O andaluz é um dialeto do castelão. Isso seria como dizer que o brasileiro ou o angolano som línguas independentes.

  8. Francisco Ferro Pessoa

    Não falamos o português por copia mas porque em nossas veias corre o sangue de Portugal aqui derramado por 500 anos. O Brasil não era uma nação, ela foi criada por Portugal daí que somos dois países mas uma só raça. Neste imenso território habitavam inúmeras nações que se comiam umas outras como hoje se come um churrasco. Por isso acho que devemos nos dar as mãos e trabalhar em prol de nossa língua mãe.

  9. António de Sampaio Pinho

    Sou português, nascido em Angola e tenho muito orgulho em falar oito línguas distintas (português, francês, inglês, alemão, espanhol, italiano, latim e umbundo).
    O aparelho fonético dos falantes da língua portuguesa é uma máquina preciosa!
    Sabem porquê? Nós emitimos sons com a garganta e com o nariz e…quase com a boca fechada!…Por isso emitamos sem dificuldade os sons de inúmeras línguas.
    Li algures que na Península ibérica há só duas línguas: o galaico-português e o
    impenetrável basco. O autor desta teoria sugeria: percorram Espanha de norte a sul e de leste a oeste; constatarão que entendem tudo o que “eles” disserem, porem, a resposta será invariavelmente:” no entendo usted”.

    • Edinaldo Ramos

      Sou do Brasil e percebi isso quando passei por Uruguai e Argentina.

  10. Olá, agradeço saber onde foi parar o comentário que inseri, aqui. – SUMIU?

    • Marco Neves

      Não havia aqui nenhum comentário: fê-lo noutros artigos deste blogue. Se quiser repeti-lo aqui, poderei publicá-lo.

  11. – Já agora, cá está o link para saber algo mais sobre a língua dita “portuguesa” – https://geolingua.wordpress.com

  12. Ulo aragonês (tamém chamado “a fabla”)?

  13. E o asturo-leonês (ou asturiano, bable, leonês, ásture-leonês)?
    E o êuscaro?
    E o occitano (o aranês é uã variante do occitano)?

  14. Marinho

    Texto a meu ver, um tanto quanto preconceituoso sobre a parte referente ao Brasil.
    No Brasil a escrita é em que língua? Alemão?Francês? Italiano? É meu caro, nós não pedimos para ser explorados por Portugal, tão pouco optamos por falar essa língua pouco apreciada pelo mundo, ela nos veio goela a baixo, se pudéssemos optar com toda certeza optaríamos por uma língua mais respeitada e reconhecida mundialmente.

    • Marco Neves

      Não percebi onde está a falta de respeito para com o Brasil. Se tivesse o cuidado de ter lido mais alguns textos deste blogue (procure «Brasil»), veria quão injusto foi o seu comentário. Se há coisa que não tenho é falta de respeito para com o Brasil. Já quanto ao final do seu comentário, parece-me que padece de alguma falta de amor pela sua própria língua, o que é pena. Mas, enfim, leia mais deste blogue, é o que lhe peço… 🙂

      • Para com? Isso é ũa falta de respeito para por desde cara trás entre com os falantes da língua. Vamos ponher-nos a falar tam mal coma os políticos? Será “com” e ponto. Será “falta de respeito com o Brasil”.

        • Marco Neves

          Caro Anónimo, é assim que escrevo e falo. Não vou deixar de dizer “para com”. Por que razão o faria? Quanto ao comentário em si, tem alguma coisa a dizer? Também acha que o texto é falta de respeito?

    • Marco Neves

      Depois de ler o texto, percebi a razão do seu comentário: acha que estou a concordar com a situação que descrevo no final, sobre aquilo que os portugueses sentem em relação ao Brasil. Se ler com atenção, perceberá que a minha intenção é mudar esse estado de coisas.

  15. Paulo Sérgio Bonini

    Portugal invadiu o território onde hoje é o Brasil , explorou, levando para Portugal nossas riquezas, impôs seu idioma e por foi expulso daqui deixando nosso território arrasado; Graças aos esforços do nosso povo trabalhador transformamos o Brasil numa grande nação que possui uma extensão continental e uma extraordinária unidade nacional a começar pelo idioma português falado em cem por cento do território nacional, idioma esse enriquecido com centenas de palavras de outras línguas . Hoje mundo afora quando um indivíduo usa o português para se comunicar a pergunta que ele ouve é sempre essa : Você é brasileiro ? E nunca ” você é português ? ” ou seja;
    Portugal perdeu sua identidade linguística !
    Está falando em português então é brasileiro ! Talvez seja esse o motivo do recalque dos portugueses . E viva o Brasil !

    • Marco Neves

      Já andei em muitos sítios do mundo e ninguém ignorava que em Portugal se fala português… 🙂 É a língua do Brasil, mas também de Portugal, como todos sabemos. Mas pergunto: o que tem isso a ver com o texto que está a comentar? O texto não é sobre o Brasil. Se quiser, procure outros textos neste blogue sobre o Brasil — estou certo de que irá gostar.

  16. Celio Pessanha

    Concordo quando os portugueses dizem que no Brasil fala-se o Brasileiro e não português e o Acordo Ortográfico veio a marcar mais ainda essa diferença entre nossos países porque em Portugal desapareceram todas as letras chamadas mudas e não no Brasil, onde elas são pronunciadas ou marcadas, a perda do sinal trema, que tanto diferencia foneticamente palavras uma das outras. Enfim, nada que nos aproxime.

  17. Karina

    Eu não vejo nenhum problema em separar nosso idioma – “português brasileiro” – do “português europeu”, como já é separado na internet. Estudei em Portugal e foi muito complicado, pq eles não aceitam nosso idioma como o “português”. Um amigo meu do mestrado, foi humilhado por uma avaliadora na defesa, que afirmou que a tese dele estava cheia de erros de português. Detalhe ele pagou uma professora universitária brasileira de português para fazer a revisão gramatical da tese. Comigo, no início do curso, minha orientadora afirmou que eu escrevia errado e deveria acionar o revisor do Word no meu computador, lhe perguntei “escrevo errado ou escrevo em português do Brasil?? pq o revisor do Word está acionado!” ela ficou sem saber o que dizer. Sempre reclamava que a escrita estava confusa. Contratei um professor português para revisar a escrita da minha tese. Portanto, não vejo problema em separar nossos idiomas, inclusive pq quando estive na região da Galícia, lendo outdoors, pensei que eles escreviam em português muito errado, só dps descobri que era o galego rss

    • Pois eu nom vejo nengum erro na tua escrita, além das abreviações tipo SMS perfeitamente comprensíveis (coma “pq” ou “dps”. Como alguém nom entendo o que significam s letras, e máis no contexto no que estám inseridos, já nom saberia que dizer-lhe)…
      Apenas atopo um erro no teu texto: os galegos somos da Galiza. A Galícia é ũa regiom istórica antre a Polônia e a Ucraina.
      Eu si que vejo probrema na separaçom. Se todos nos entendemos e podemos ter ũa conversa sem dificuldade algũa, é porque soma mesma língua. Sendo assim, todos deveríamos mostrar respeito polo resto de variantes. Talvez começando por corrigir o menos possível os “erros” e mostrando respeito pola fala e escrita do Brasil, Portugal, Galiza, Macau… Porque, ò final, isso de “erro” nom é tam assim. Ò final, o que é “erro”? Isso é algo moi subjetivo. Apenas se deveriam limitar a corrigir os erros grandes, os que assim sejam consideradas em tôdolos logares da galaicofonia.

      • Paulo

        Caro amigo, vivo em Lisboa desde os 14 anos mas cresci no Alto Minho. Estudei numa escola (a mais perto) em “Salvaterra de Miño”. Nem sei bem como vim parar a este sítio/blog mas acredite que estou emocionado em ver alguém escrever realmente em Galego (chamem-lhe Galaico-Portugês, Português ou qualquer outra descrição).
        Deixei de ir a Vigo e a outras grandes cidades Galegas; o som do “castrapo” incomoda-me (espero não ofender ninguém). Não consigo sequer ver a “Televisión de Galicia”…mas não deixo de sorrir quando vejo, na antiga fronteira, o “cia” riscado e substituído por um glorioso “ZA”!
        Quanto aos “embates” entre portugueses e brasileiros…já dei para esse peditório!

  18. GB

    Encontrei recentemente este site e não resisto a publicar para que se tenha em conta as variantes línguisticas e próximidade desta língua ( s) faladas no ocidente europeu . Quem tiver interesse, recomendo que leia até ao fim
    https://webintercam.wordpress.com/category/tentativas/

  19. GB

    interessante também é este link da wikipédia, havendo mesmo um, que de momento não encontrei e que apresenta um mapa vasto de dialectos com origem portuguesa e que persistem ainda, tão longe como a Asia
    https://pt.wikipedia.org/wiki/Dialetos_da_língua_portuguesa

  20. Steve Dyson

    Não esquecer o Occitan língua oficial do Val de Aran nos Pireneus.

  21. José Ramão G. Carvalheira

    E o português que se fala na Olivença (na atual Estremadura espanhola).

  22. Xavier Perdiz

    Sou galego e galegoparlante. Acho importante que o português, uma joia lingüística do mundo, mantenha uma certa unidade (nom importa que haja várias maneiras cultas segundo os países, sempre que se mantenha a unidade sustancial). Só assim vai continuar a ser uma das línguas mais importantes da historia do homem. Por isso gosto de que o galego volte à casa comum da que se separou há séculos. O nome nom importa; importa que eu, neste instante, me comunique sem muitos problemas con todos vocés. Doe-me que haja brasileiros que nom reconheçam o legado europeu como parte deles mesmos, de que falem como indígenas quando, na realidade,
    som filhos daqueles portugueses ou europeus que cruzarom o Océano desde este lado do mar. Admito a crítica desde os indígenas de o fundo da Amazonia, mas nom desde um brasileiro de clase meia que viva em SPaulo ou em Rio. O português, cháme-se como se chamar, nom será nada no mundo global se perde a sua uniom. Parabens pelo blogue. Espero que percebam o meu galego “ajeitado” á moda portuguesa ou brasileira!!! Saúde

  23. Eu não me atrevo a chamar esse português ridículo, esse português deformado, esse português que é falado no Brasil de brasileiro ou língua brasileira. Porém a língua brasileira existe e é o tupi, o tupi não era mais uma língua indígena e sim uma língua social, que foi falada também por mestiços, escravos e pelos próprios portugueses que ficavam na costa, desde o século xvi até a segunda metade do século xviii, e a propósito essa língua que chamamos de tupi foi chamada de língua brasílica, e as maiores provas desse fato estão em livros antigos encontrados em bibliotecas portuguesas, e você pode comprá-los em sua forma antiga ou atualizada, o google, as livrarias e o mercado livre estão aí. A língua brasílica evolui para as línguas gerais paulista e amazônica que hoje é chamada de nheengatu e é falada até hoje. Para aqueles que acham que o português deveria ser a ÚNICA língua , sinto muito , mas isso é um tremendo retrocesso, meu desejo não é matar a língua portuguesa nem mesmo na América do Sul, desejo que o país seja bilíngue ou trilíngue, já que a língua inglesa é a língua mundial. No entanto ninguém é obrigado a falar tupi, como não deveria ser obrigado a falar português, o Brasil é um país independente. Vou estudar o tupi antigo ou o Nheengatu sim, e se não quiserem, problema de vocês, melhor do que ser bilíngue é ser poliglota, também não vamos nos esquecer do Inglês de cada dia que é a língua universal. Estudar o tupi antigo não é perda de tempo, perda de tempo é ser preconceituoso. Se o povo brasileiro falasse as duas línguas poderá muito bem diminuir a dificuldade de aprende o inglês( mundial) e mais outras línguas. Eu falei anteriormente do português do Brasil, porque acho que o português europeu soa muito melhor. Tão abominável seria matar o idioma português quanto matar a língua brasileira( tupi) e foi isso que aconteceu na segunda metade do século 18, Sebastião José de Carvalho e Melo, o vulgo Marquês de Pombal, não só decretou o idioma português como também proibiu o uso da língua brasileira que ainda era falada, e de várias outras línguas, e quem transgredisse, receberia duros castigos, ou até mesmo poderia ser punido com a morte. Parabéns por terem defendido essa língua que nós chamamos de portuguesa. Felizmente há o nheengatu, que eu considero um dialeto da língua brasileira e é falado no Amazonas, também é uma das línguas oficiais do município de São Gabriel da Cachoeira, mas infelizmente é falado apenas por aproximadamente 6 mil pessoas. Quero muito colaborar com o fortalecimento do nheengatu bem como o ressurgimento( ressureição) do Tupi antigo. Para muitos idiotas não se mata a língua portuguesa, mas pode matar o tupi, que é igualmente abominável, isso é que é tolice.

  24. Júlio Almeida

    A língua portuguesa é boa, útil à comunicação humana, e também para a economia do Brasil. Mas não somos escravos dela.

  25. Júlio Almeida

    A língua portuguesa é boa, útil à comunicação humana, e também para a economia do Brasil. Mas não somos escravos dela.

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