Certas Palavras

Línguas, livros e outras viagens

Mês: Dezembro 2014 (Página 1 de 2)

Que língua fala o Pai Natal? E o Menino Jesus?

Imagem de 1914. Fonte: http://www.stnicholascenter.org/pages/timeline-complete/

Apesar das más-línguas que afirmam ver no Pai Natal uma invenção genial dos marketeiros da Coca-Cola, o senhor de barbas brancas tem origem em várias tradições bem mais antigas, nascendo da figura de São Nicolau, com uns pós de deus Odin à mistura.

A história é interessante, mas pergunto: que língua falará o senhor vestido de vermelho?

Se estivermos a falar de São Nicolau, falaria grego e, assim, para nos desejar Feliz Natal diria algo do género:

καλά Χριστούγεννα

Se avançarmos uns bons séculos e olharmos para o nosso mui moderno Pai Natal, é comum dizer-se que vem da Lapónia. (Pelo menos, é comum dizer-se por cá. Nos Estados Unidos, por exemplo, a morada do Pai Natal é o Polo Norte. Mas fiquemo-nos pela tradição portuguesa…)

Se o Pai Natal vive mesmo no Norte da Finlândia, falará lapão. Desta forma, quando sai de casa e entrega os primeiros presentes, dirá Feliz Natal nessa língua nórdica:

Buorrit Juovllat

Também saberá falar finlandês, e dirá por isso, também:

Hyvää Joulua

Por respeito ao sueco, segunda língua oficial da Finlândia, dirá também:

God Jul!

Olhemos agora para o presépio: que língua falarão Maria e José entre si?

Provavelmente, falarão aramaico, a língua mais comum da população de Nazaré nessa época.

Assim, se quisessem desejar Feliz Natal aos pastores que por lá passaram, diriam algo do género:

Edo bri’cho o rish d’shato brich’to!

Seja em que língua for, resta-me desejar-vos a todos:

Feliz Natal!

Cinco palavras inglesas que enganam os portugueses

Depois de vermos cinco palavras espanholas que nos enganam muitas vezes, vejamos alguns falsos amigos vindos directamente da ilha dos nossos mais antigos aliados. (Curiosamente, dizem que é por causa desses mesmos aliados que a terra onde nasci ficou com fama de ser ninho de muitos amigos da onça. Mas essa história fica para outra altura.)

Aqui ficam então cinco falsos amigos do inglês:

Actually

Não, não quer dizer “actualmente”. Na realidade, quer dizer “na realidade”. Realmente…

Cigar

Nestes dias em que o fumo já é quase um tabu, talvez não seja de bom-tom referir este falso amigo, mas aqui fica: um “cigar” não é um cigarro, mas também se fuma: é um charuto.

Excited

Por estes dias, haverá muito americano a declarar-se “excited” com a possibilidade de comprar legalmente os charutos vindos de Cuba. Ora, um americano “excited” não será o mesmo que um português excitado. Estará, antes, “entusiasmado”. Admito que este não seja um verdadeiro falso amigo — será apenas um amigo um pouco exagerado.

Library

Se há coisa que me põe “excited” são as bibliotecas — não necessariamente aquelas em que temos de estar em silêncio, mas qualquer sala com muitos livros, onde fico com água na boca e uma espécie de comichão na ponta dos dedos. Ora, também gosto muito de livrarias (servem para alimentar a minha humilde quase-biblioteca de casa), mas os espaços não se confundem: num deles, pedimos livros emprestados; no outro, compramos livros. Ora, as “libraries” inglesas não vendem livros…

Push

Racionalmente, sei que “push” é “empurrar”. Mas esta palavra provocou tal curto-circuito na minha cabeça portuguesa que, quando estou em Inglaterra, hesito sempre uns segundos antes de empurrar ou puxar alguma porta — e mesmo assim às vezes engano-me. O mais engraçado é que, por vezes, também me acontece tal coisa em Portugal. Coisas estranhas que se passam no nosso cérebro…

Foto:  Alguns direitos reservados por Lies Thru a Lens

Cinco razões para aprender outras línguas

1. Para comunicar melhor

Esta é a razão que todos conhecemos: falar outra língua permite-nos comunicar com mais pessoas. Seja no trabalho, seja nas férias — ou até na nossa própria cidade, para receber quem nos visita — saber outras línguas tem vantagens que poucos negam.

2. Para viajar melhor

Aprender uma língua não basta para aprender a cultura doutros povos, mas é uma desculpa perfeita para ler textos dessa cultura, para falar com pessoas dessa cultura e para ficarmos mais atentos quando viajamos. Quem nunca experimentou não sabe que falar outra língua enquanto viajamos é um prazer.

3. Para nos divertirmos

Sim, é verdade, pode não parecer, mas aprender outra língua é divertido — e não é preciso estarmos num bar a aprender as asneiras da praxe. Se estivermos motivados, até as conjugações verbais parecem um jogo. Mas a forma mais divertida de aprender é mesmo experimentar, errar, voltar a tentar e viver outra língua.

4. Para ler mais

São publicados cerca de 7000 livros por ano em Portugal. Se esta quantidade já parece assustadora, reparem no número de livros publicados no Reino Unido: 140 000. Podem dizer-me: “mas nem os 7000 livros portugueses consigo ler, quanto mais os 140 000 do Reino Unido!” É verdade: mas mais escolha nunca fez mal a ninguém.

5. Para aprender português

Quando aprendemos uma língua estrangeira, começamos a reparar na própria estrutura da nossa língua porque notamos o que é diferente. Aprendemos também vocabulário técnico sobre o funcionamento das línguas que nos ajuda a perceber melhor o nosso próprio idioma. Quantos de nós sabem o que é a voz passiva só por causa das aulas de inglês? Este conhecimento linguístico ajuda-nos a afinar a nossa escrita.

Um extra:

6. Para pensar melhor

Todos sabemos que aprender uma língua nova é um óptimo exercício para o cérebro. No entanto, os benefícios para o nosso pensamento vão mais além: pelos vistos, pensamos de forma mais racional quando estamos a falar numa língua estrangeira. Quem diria…

Como não ser uma besta na Internet

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Um português atrás dum teclado sofre tal transformação que apenas conseguimos encontrar algo parecido quando pomos o mesmo português atrás dum volante.

Que ninguém se julgue imune ao efeito: esta metamorfose pode acontecer com qualquer um de nós. Tal como na estrada, às vezes, o mais pacato dos cidadãos transforma-se num rufia dos antigos quando se vê com um teclado nas mãos e a possibilidade de comentar alguma coisa.

Também não julguem que este é um problema esclusivamente nacional: este mau comportamento online parece ir beber muito fundo na natureza humana…

Ora, como evitar ser uma besta quadrada quando estamos a comentar alguma coisa na Internet? Podemos tentar seguir estas três sugestões:

  1. Ler os artigos que comentamos. É muito habitual encontrarmos comentários que só podem ter sido escritos por quem não leu o artigo que está a comentar. Talvez este fenómeno seja a continuação da veneranda tradição de falarmos de livros que não lemos — mas é também a origem de muitos comentários cheios de indignação por algo que o autor não disse: o comentador lê o título a correr e chega a conclusões muito distantes do que o autor queria dizer.
  2. Contar até dez antes de comentar seja o que for. Será que temos mesmo de responder de imediato? Se esperarmos algum tempo, talvez consigamos ler o artigo que vamos comentar com outros olhos e outra calma. Ninguém nos garante que a primeira leitura, a quente, não esteja errada ou, pelo menos, incompleta. No final desses dez segundos, podemos ainda decidir se não será melhor discutir a questão por email ou mensagem privada. Assim, não transformamos os comentários numa guerra de galos, muito pública, em que ninguém quer perder a face.
  3. Imaginar que estamos a falar pessoalmente com autor do artigo que queremos comentar. Afinal, todos nós estamos habituados a discordar em conversas de café ou com amigos. Raramente essas conversas se transformam nas guerras de insultos que vemos todos os dias na Internet. Porquê? Porque sabemos discutir com algum tacto. O simples facto de imaginarmos o autor do artigo à nossa frente e pensarmos na forma como diríamos de viva voz o que temos para dizer ajuda-nos a diminuir o grau de agressividade dos nossos comentários.

Por último, um conselho extra: não devemos usar MAIÚSCULAS nem pontos de exclamação em excesso!!!!! Mesmo que tenhamos toda a razão do mundo, as maiúsculas e os pontos de exclamação significam apenas que estamos a tentar gritar com o autor do artigo — aliás, podíamos abolir completamente o uso online do ponto de exclamação que não viria grande mal ao mundo. Afinal, em qualquer discussão, quem grita mais alto não tem mais razão. É apenas mais desagradável.

Cinco palavras portuguesas que estão a morrer

Ósculo

Provavelmente, esta palavra não está a morrer: já morreu. Muitas pessoas já nem saberão o que quer dizer — e não me parece que alguém chore por esta morte, pois é um pouco estranho misturar a ideia dum beijo com uma palavra que lembra algum tipo de bicho estranho.

Deveras

Será ainda uma sobrevivente em certos discursos mais inflamados ou em paródias dum estilo antigo. Mas na vida do dia-a-dia não há quem diga “deveras”. Pelo menos sem que outros torçam o nariz a esta palavra com ar de outros tempos.

Cassete

Não morreu, mas está muito velhinha: uma palavra que ainda há poucos anos andava nas bocas do mundo… É bem provável que, muito em breve, siglas como CD, DVD e outros que tais se juntem à cassete nesse lar da terceira idade das palavras.

Obséquio

Uma palavra galante, mas cada vez mais rara. Ainda soa bem e não deixa de ter a sua graça, mas ninguém a ouve por essas ruas fora. Mas tiremos-lhe o chapéu, que merece o nosso apreço.

Cosmonauta

Nestes tempos em que a Rússia está mais interessada nas Crimeias desta vida do que na conquista do espaço, já poucos se lembrarão que os astronautas, por aquelas bandas, são cosmonautas. Nunca se sabe se não será esta uma palavra a ressuscitar muito em breve. Por enquanto, talvez seja bom recordar que um astronauta chinês é um taikonauta.

Conhecem mais palavras que estejam a morrer?

Três palavras que fazem mal à saúde

Pode ser difícil de acreditar, mas o abuso de certas palavras faz mal à saúde. Reparem nestes três exemplos:

“Natural”

Na cabeça de muitas pessoas, o uso da palavra “natural” é suficiente para tornar qualquer medicamento seguro e benéfico. Ora, os produtos naturais podem ser tão ou mais perigosos do que qualquer produto artificial. É necessário realizar testes bem-feitos para chegar a conclusões e perceber os efeitos secundários de tudo o que tomamos. Há muitos venenos perfeitamente naturais…

“Quântico”

Para dar um ar científico e muito actual a algum tratamento fraudulento, nada melhor do que usar a palavra “quântico”. O efeito é parecido com o da magia: tudo é fácil e nem é preciso explicar. Ainda por cima, a palavra tem aquele ar de modernidade misteriosa a que algumas pessoas não conseguem resistir.

“Energia”

Os cientistas sabem bem o que é a energia e descrevem-na de forma muito precisa. Para o comum dos mortais, é uma palavra suficientemente misteriosa para servir como uma espécie de oração: invocamos as energias cósmicas e tudo fica bem.

Estes são apenas três exemplos de palavras perigosas. Perigosas porquê? Porque o seu abuso embriaga a mente de quem as ouve, obscurecendo o pensamento e levando a decisões erradas na área da saúde. Também nisto consiste o bom uso da língua portuguesa: conhecer o poder para nos enganar que certas palavras têm.

Foto: Markus Spiske / www.temporausch.com / CC-BY

Porque escrevemos “nh” e os espanhóis “ñ”?

OS FALANTES DE DETERMINADA língua estabelecem uma relação tão forte entre os sons e os símbolos que os representam na escrita que nos esquecemos dum facto curioso: esses símbolos podiam ser outros.

Por exemplo, há portugueses que julgam ver no som “nh” uma qualquer característica que obriga a que o som seja representado por duas letras (um dígrafo). Ora, mesmo aqui ao lado, temos os espanhóis a escrever “ñ” e a considerar este “eñe” como uma letra autónoma.

Já os catalães usam “ny” para o mesmo som. Os galegos usam “ñ” na ortografia oficial, havendo uma ortografia diferente, apoiada por alguns movimentos e universidades, que usa o português “nh”.

Quanto ao mirandês, quem tratou de estabelecer uma ortografia única optou por “nh”, à portuguesa.

Este som tem tantas variantes porque não existia em latim. As línguas latinas acabaram por ter de se desenvencilhar sozinhas para inventar uma forma de o escrever.

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NÃO SÓ NESTE CASO, mas em tudo o que toca à ortografia, estamos a falar de escolhas: por vezes, são escolhas que se vão acumulando ao longo de séculos, muitas vezes feitas pelos tipógrafos que pela primeira vez tiveram de passar a escrito manuscritos de autores que usavam opções diferentes conforme a página; outras vezes, são opções conscientes e feitas de forma sistemática por uma pessoa ou por um grupo de pessoas encarregues de estabelecer um ortografia para uma língua. Casos há ainda que estas escolhas se tornam letra de lei, como acontece com o português, que é regulado por leis e tratados internacionais (um dos quais tem criado a polémica que todos conhecemos).

No entanto, mesmo quando inscrita na lei, a ortografia é sempre uma convenção. Teoricamente, uma língua (que é um fenómeno, à partida, oral) poderia adaptar-se a qualquer sistema de escrita. É possível escrever português em cirílico, por exemplo: bastaria estabelecer um conjunto de regras que fizessem a correspondência entre sons e letras (estas regras podem ser mais ou menos complexas; línguas há em que a relação é quase unívoca, como o espanhol, enquanto outras têm uma relação que, à primeira vista, é anárquica, como o inglês).

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PODE SER UMA CONVENÇÃO, mas a ortografia e, em especial, os símbolos que distinguem cada língua acabam por ganhar tal força na mente e no coração dos falantes que, só por si, representam e simbolizam toda uma cultura.

O “ñ” é um símbolo do espanhol e da cultura espanhola, os catalães sentem o “ç” como algo que os distingue dos restantes espanhóis (o Barça é Barça e não Barza, se repararem bem) e nós, portugueses, andamos às voltas com a perda ou salvamento de algumas consoantes.

Estes símbolos especiais permitem ainda distinguir línguas, mesmo quando não conseguimos lê-las. Por exemplo, o catalão, para além da cedilha e do “ny”, tem este símbolo estranho entre os dois “ll”:

 

Já a nossa língua é inconfundível com o seus conjuntos de cedilha e til:

Em conclusão: pode ter sido o acaso que nos deu estas particularidades ortográficas — mas hoje são parte da nossa identidade de falantes e escreventes do português. Uma espécie de bandeira que usamos todos os dias.

Cinco mitos sobre o Acordo Ortográfico

Foto do Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.

Mais do que qualquer outro assunto sobre a nossa língua, o Acordo Ortográfico estimula paixões, ódios e debates intermináveis. Mas, para lá das nossas opiniões sobre o dito Acordo, podemos tentar desfazer alguns mitos recorrentes:

1. “‘Facto’ agora escreve-se ‘fato'”. Não. Em Portugal, onde o “c” de “facto” é lido por todos, a forma correcta é “facto”. O mesmo acontece com “contacto”, por exemplo.

2. “Os dias da semana passam a escrever-se com minúscula.” Sim, é verdade que devemos usar minúscula em segunda-feira, terça-feira, etc. Mas a culpa não é do acordo: já era assim na ortografia pré-Acordo.

3. “‘Cágado’ perde o acento.” Seria divertidíssimo, mas não é assim. Nenhuma palavra esdrúxula perde o acento por causa do Acordo Ortográfico. Já “pára” perde, de facto, o acento, deixando-nos um pouco à nora…

4. “O Brasil adiou a aplicação do Acordo.” O Acordo é hoje aplicado por uma grande parte da sociedade brasileira, estando em vigor desde 2009. O que foi adiado foi o fim do período de transição, que passou de 2012 para 2016.

5. “O acordo unifica a ortografia da língua.” Até ver, não só não unificou como criou três ortografias: a brasileira, a portuguesa e a dos países africanos de língua oficial portuguesa (que, à excepção de Cabo Verde, seguem a ortografia pré-Acordo). Assim, no Brasil escrevemos “recepção”, “fato”, “ator”. Em Portugal, escrevemos “receção”, “facto”, “ator”. Em Angola, escrevemos “recepção, “facto”, “actor”. Portanto, temos agora três ortografias oficiais da Língua Portuguesa…

Cinco palavras espanholas que enganam os portugueses

Os tradutores chamam-lhes “falsos amigos”: palavras que parecem fáceis de traduzir — e acabam a atraiçoar-nos pelas costas.

No caso do espanhol, existem muitos destes termos com significados muito diferentes do que parece à primeira vista — ou, o que é pior, com significados parecidos, mas com alguma subtileza que faz toda a diferença.

Conheçam cinco destes falsos amigos:

“Raro”

Algo “raro”, em espanhol, é algo estranho ou peculiar. Pode ser ou não pouco frequente… Também poderá querer dizer “excepcional” (como na expressão “de rara perfección”). Por outro lado, a palavra “raramente” quer dizer o mesmo que em português. (Ninguém disse que as línguas são lógicas…)

“Ilusión”

Uma “ilusión” é um sonho ou uma sensação de esperança. Um futebolista português a jogar em Espanha que regresse ao nosso país a dizer que está cheio de ilusão, não está a dizer que vê fantasmas: está apenas um pouco infectado pelo espanhol e a querer mostrar um grande entusiasmo com o que vem aí. (Por outro lado, e para complicar um pouco, há contextos em que “ilusión” quer mesmo dizer “ilusão”, como neste artigo sobre “ilusiones ópticas”.)

“Exquisito”

Ora aqui está um falso amigo esquisito. Se ouvirem um espanhol a dizer que a comida portuguesa é esquisita, não se zanguem… A palavra “exquisito” quer dizer, segundo o dicionário da Real Academia Española, “de singular y extraordinaria calidad, primor o gusto en su especie.”

“Apenas”

Este é o falso amigo clássico do espanhol: “apenas” quer dizer imensas coisas, muito diferentes do “apenas” português — e às vezes até quer dizer exactamente a mesma coisa que o “apenas” português.

Muitas vezes, significa algo parecido com “dificilmente” ou “quase não”. A expressão “un libro que apenas se conoce en España” não se refere a um livro que se conhece em Espanha, mas sim a um livro que mal se conhece em Espanha.

“Embarazar”

Sim, embarazar não é o que parece. Se alguém “embaraza” uma pessoa, está a criar uma nova pessoa. É bom que não tenha ilusões — e fique cheio de “ilusión”.

O problema da pseudociência…

… é um problema de mau uso da linguagem. Ou melhor, um problema de substituição do pensamento científico por palavras com ar de ciência. Basta pensar no uso de expressões como “quântico”, “energia”, “forças vitais”, etc. O que temos são palavras, com todas as reacções emocionais próprias dessas palavras — e, por dentro, nada. A pseudociência pega no verniz do palavreado científico e usa-o para disfarçar um pensamento vazio e uma relação puramente emocional com ideias sem qualquer fundamento. Já agora, dentro deste tema, proponho a leitura deste livro de David Marçal:

PSEUDO

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