Não sei. Mas como muito bem diz Johnson (o pseudónimo do blogger sobre línguas da revista The Economist), a ideia de que a língua está em decadência e os jovens escrevem mal é tão antiga como a própria escrita.

Ou seja, nunca houve um momento na história em que a teoria corrente fosse: “ah, agora sim, estamos todos a falar melhor! Os jovens andam a escrever muito bem, hoje em dia!” Na cabeça de muita gente, a linguagem dos jovens vai sempre de mal a pior.

Porquê? Não sei bem, mas presumo que tenha a ver mais com a psicologia dos queixosos do que com as competências linguísticas dos jovens. Se a língua estivesse em decadência desde o tempo dos sumérios, hoje em dia já ninguém saberia dizer uma só palavra. E elas, as palavras, aí estão, tão vivas como antigamente.

A não ser que seja uma decadência tão vagorosa que quase nem se nota.

Ou então, agora é que é! Agora é que isto vai mesmo de mal a pior!

Será?

Por algum motivo, acho pouco provável.