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Às vezes, só damos importância ao que perdemos. E, sim, uma Europa de livre circulação, de estudantes Erasmus, de viagens de comboio com poucas fronteiras, um espaço onde vivemos e trabalhamos onde queremos — esta é uma Europa em que gosto de viver.

Mas esta também tem de ser uma Europa democrática e, por isso, por mais injusto que possa parecer, sim, os britânicos têm direito de fazer o que fizeram.

Agora, a verdade, como diz este triste texto, cruel como só os textos a quente podem ser, é que os eleitores tiraram algumas destas tão nossas liberdades às gerações futuras do Reino Unido. (Encontrei isto no Facebook do meu irmão Diogo e o texto está, numa versão mais composta, no blogue do autor.)

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Sinto isto de forma particular porque tenho amigos ingleses por cá e uma sobrinha inglesa por lá. Eu e não só, claro: somos mesmo todos um pouco europeus por estes dias. Ainda bem. Mas é por isso que este resultado dói.

Mas isto também é verdade: existe já uma quantidade imensa de ingleses jovens e menos jovens que se habituou a conviver com europeus de todos os países, que também se sentem europeus — e essas relações de proximidade que o projecto europeu ajudou a criar não morrem. E cabe-nos a nós não criar as barreiras mentais que não merecemos: que continuem as viagens, as conversas, os casamentos, a amizade…

E, já agora, digo-vos isto: a Europa de que eu gosto tem o espírito duma cidade como Londres. O Reino Unido pode sair da União, mas Londres continua a ser a capital da minha Europa.