Certas Palavras

Blogue de Marco Neves

As memórias que não tenho: a Guerra Civil em Portugal

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Uma guerra morta?

Não sou historiador, embora a História seja uma das minhas paixões. Ora, a verdade é que esta paixão não é nada de especial: quase todos nós gostamos de saber o que aconteceu — nem que seja o que aconteceu com a nossa família. E é engraçado (digam-me lá se não é) quando as histórias que ouvimos em casa se misturam com a História que lemos nos livros ou aprendemos na escola.

Os meus avós e os meus pais foram-me passando, ao longo dos anos, as tais memórias das décadas que não vivi — quase sem querer, as conversas, os comentários às notícias, às vezes até os desabafos quando algum político aparecia na televisão, tudo isso foi uma maneira de viver esses tempos através das vozes da minha família.

É por esta razão que, para pessoas da minha idade, o 25 de Abril ainda é uma memória viva, com muitas vozes ainda entusiasmadas, outras a torcer um pouco o nariz, as músicas ainda aprendidas da boca dos pais, as discussões ainda quentes à mesa do jantar. Eu não existia, mas sei onde estava a minha mãe nesse dia, sei que teve um ataque de riso incontrolável, sei que o meu avô ficou muito sério, sei disso e posso saber um pouco mais se perguntar — o que hei-de fazer quando chegar a esse capítulo destas histórias dos meus avós.

Mas consigo ir mais longe: a minha avó ainda me falou da I República (era já uma visão de quem cresceu depois, no Estado Novo) e ainda ouvi uns zunzuns sobre o que se passou ou não passou em Fátima. O Estado Novo, claro, pesado e sério, ainda está bem presente em todos nós — e ouvi um avô (não me lembro de qual) a falar do que a mãe ou o pai dele disseram sobre o tempo dos reis.

Pois, a verdade é que há tempos já mortos nesta vida recordada nas famílias portuguesas: já não tenha vislumbre de memória de muito do que se passou no século XIX.

Basta pensar na Guerra Civil: matou tantos e tantos portugueses, desuniu famílias, foi um trauma difícil de imaginar e, hoje, já não levanta uma brisa de emoção pessoal em nós que vivemos neste país que se crê de brandos costumes. Aliás, «Portugal» e «Guerra Civil» parecem palavras que não combinam.

Já só sabemos (vagamente) o que aconteceu dos livros de História ou da literatura que lemos. Os nossos pais, os nossos avós já não se lembram de nada. (Pelo menos, os meus pais e os meus avós — a experiência de cada um de nós não vale assim tanto, bem sei.)

À laia de comparação, basta ir para lá da raia e temos uma outra Guerra Civil bem mais presente e bem mais pesada na vida do dia-a-dia. Os espanhóis da minha idade têm avós que se mataram uns aos outros…

Ora, em relação à nossa guerra, há lendas, claro. E há canções. E há os livros. E há a imaginação. Mas são memórias diferentes, mais abstractas, menos sentidas. Miguelistas, pedristas, liberais, malhados, apostólicos, o Imperador, o Mindelo, o Cerco do Porto… Tudo soa a História escrita, nada nos levanta as memórias de avós a contar histórias quando éramos novos.

E, claro, já ninguém defende, no dia-a-dia, o absolutismo — e o liberalismo do resto do século é cenários de livros, visto pelos olhos da Geração de 70.

Será assim? Será que essa guerra está morta? Talvez nem tanto. Mas antes de vos mostrar que ela reaparece onde menos se espera, deixem-me contar-vos porque me lembrei duma guerra já tão distante.

Um livro por abrir em Esposende

Lembrei-me disto por vários motivos, para começar porque estou em Esposende, numa casa alugada. Como fui à Galiza na quinta e tinha de estar no Porto no fim-de-semana, fiz uma média e calhou-me Esposende — até porque os hotéis do Porto estavam caríssimos nesta altura e eu não ia sozinho.

Pois, perto do sítio onde estou temos o monumento ao desembarque do Mindelo, que foi, na realidade, na Praia dos Ladrões — o que deve ter feito as delícias das más-línguas absolutistas. Ora, a Guerra Civil, que teve esse episódio importantíssimo tão perto donde estou, está bem presente na minha mente por estes dias por dois motivos.

Primeiro: nas últimas semanas, andei a ler as Viagens na Minha Terra. É um salutar exercício ler com muita calma as frases de Garrett; poucos, como ele, libertaram a língua. Poucos, como ele, puseram a vida na literatura e na política e misturaram tudo de forma deliciosa. Não quero exagerar, mas leio as Viagens e o português já é o meu. Ainda não encontrei um livro anterior onde sentisse esta proximidade. É algo pessoal, uma impressão, bem sei, mas é assim.

Segundo: chego à casa que aluguei para aqui ficar uns dias e tenho uns livros, daquelas edições do Círculo dos Leitores que desconfio estarem em muitas casas para enfeitar. Mas não me importo. Mais vale estar alguma coisa nas estantes do que não estar nada — e sempre pode dar-se o caso de alguém chegar a uma casa, pôr as malas no chão, e dirigir-se de imediato para esses livros antigos quase novos. Os livros são assim: alguém os compra, deixa na prateleira e, décadas depois, são abertos por outra pessoa qualquer e acabam assunto dum artigo de blogue.

Um dos livros que ali estava, à minha espera era o Portugal Contemporâneo de Oliveira Martins. Pus-me a ler de imediato. Porque sim.

É uma obra espantosa: já distante dos factos que relata, é verdade, mas suficientemente próxima para ser deliciosamente parcial — e lê-se como um romance (o que para mim é um elogio).

Vejo-me, assim, numa casa de Esposende, a viver esses dias em que chega ao Porto e a Lisboa a Carta oferecida por D. Pedro, Imperador do Brasil, agora hesitante rei de Portugal, Carta essa que o Duque de Saldanha teve de impor a uma regência relutante. Tudo parte da História e, de repente, ali presente, como se um avô me estivesse a contar o que viveu…

O Porto e Lisboa em festa

O relato é magnífico. Reparem no sorriso matreiro por trás das palavras com que descreve a ingenuidade dos dias liberais antes do reinado de D. Miguel.

Comecemos no Porto, nas comemorações do Juramento da Carta… Havia poemas à Constituição — aliás, à Divinal Constituição! O passado é mesmo um país estrangeiro…

(E, já agora, atente-se na ortografia oitocentista: fui buscar a edição que está disponível na Biblioteca Nacional.)

0 JURAMENTO - OFENDIDO

4 FESTAS NO PORTO

Ora, Lisboa não ficava atrás em entusiasmos pueris…

1 FESTAS CARTA LISBOA

2 FESTAS CARTA LISBOA

Um país comovido com uma constituição (que, diga-se, viera do Brasil, trazida por um embaixador inglês). Treze meninas de azul e branco. Pombas brancas de fitas azuis nas asas! Boas esperanças optimistas…

D. Miguel, rei de Portugal

O mundo pula e avança e, dois anos depois, a mesma cidade aclamava o infante D. Miguel como rei absoluto de Portugal… É já uma cidade a ferver de touros e procissões, muito longe das pombas liberais.

6 CHEGADA DE D. MIGUEL

O clamor duma guerra. A guerra que vinha aí… O resto do livro descreve essa guerra e mais não vou dizer, porque o livro existe, está aí, magnífico, para quem quiser viver um pouco do que foi passar por uma guerra civil neste país à beira-mar plantado.

Picar os mitos dum regime aborrecido

Disse há pouco, antes deste festival de citações coladas dum livro oitocentista, que Oliveira Martins era deliciosamente parcial. O que queria eu dizer com isto? Que ele se punha ao lado dos liberais? Dos absolutistas? Parece-me tudo mais complexo: sabemos nós — e sabia ele e os seus leitores — que os liberais acabaram por vencer.

Ora, Oliveira Martins vivia nesse regime saído da Guerra Civil, embora a algumas décadas de distância. Assim, parece-me a mim que ele tem uma certa vontade de picar o balão inchado da mitologia do regime em que vivia, para que os seus heróis fundadores caíssem do altar kitsch que todos os regimes criam e aparecessem como figuras frágeis, vaidosas, fracas, demasiado humanas.

Parece-me que o historiador, na obra, quer destruir com gozo as mansas ilusões do regime burguês, numa fúria bem típica de intelectual da Geração de 70. Não que fosse, claro está, um defensor do absolutismo… Mas numa Guerra Civil não queria o autor deixar a impressão de que só um lado tinha a razão ou a força do carácter. Havia portugueses de todos os lados — portugueses dos bons e, principalmente, dos maus.

Nós, que estamos distantes disto tudo, que já não sofremos a modorra desse regime rotativo que aborrecia os desiludidos da vida (sim, temos outros sofrimentos e outras rotações, mas isso agora não vem ao caso) — dizia eu que nós, ou melhor, eu, leitor ocasional desta obra de espantar aqui perdida numa casa de Esposende, sinto alguma estranheza nesse ataque tão feroz aos liberais dessa guerra.

A Lisboa horrível do início do século XIX

Ora, agora um parêntesis. Sinto um tremor ao ler uma certa descrição horripilante que aparece no livro, uma passagem terrivelmente bem escrita que mostra um profundo desgosto pelo Portugal que está sob a lupa do escritor. A citação é longa, mas vale a pena.

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Éramos assim? Talvez. Mas Oliveira Martins carrega bem nas tintas… Note-se ainda aquilo que a nós horroriza de racista no texto; mas perdoe-se (sem deixar de registar), porque isto foi há muito tempo e o mundo, lá está, pula e avança — e às vezes até calha pular e avançar bem. (Depois, reparem que Oliveira Martins chama a Lisboa «a Nápoles de Espanha»! Se nos puséssemos a falar disto, estávamos aqui mais três horas…)


Enfim, ao procurar mais informações sobre a obra, dou com este texto de Rui Tavares, em que o historiador desespera um pouco da pintura sombria de Oliveira Martins neste livro (que Rui Tavares considera uma «recriação do Portugal liberal, de resto sempre proveitosa e mesmo viciante»):

Mas há uma pergunta que não quer calar enquanto se lê o livro: porquê? Se todos são tão mesquinhos e venais, por que raio se exilaram e regressaram, por que atravessaram oceanos e continentes para fazer uma guerra civil, por que escreveram Constituições enquanto esperavam em ilhas, sem poder combater, antecipando uma vitória que era tudo menos certa? Por que o fizeram, se eram tão mesquinhos e venais? Isto fica por explicar.

Sim: esta gente mesquinha e venal exilava-se pelas suas ideias e lutava, de armas nas mãos, pelo que entendia ser o melhor para o seu país. E escreviam constituições e criavam um regime minimamente democrático.

Talvez influenciado por esta minha visão menos aterradora da época, vejo na obra (se calhar sou mesmo só eu) uma certa ironia ao contrário (que também encontrei no fim d’Os Maias, confesso já). O que é isso de ironia ao contrário? Talvez não seja uma boa descrição… Diria que sinto, aqui e ali, em relação a essas personagens mesquinhas e fúteis, um vislumbre de salvação. Por exemplo, a certa altura, Oliveira Martins diz que D. Pedro IV era tão vaidoso e estava tão convencido que era um herói que, vai na volta, acaba por se comportar mesmo como um herói. Não me vou pôr a citar de novo (até porque não encontro a passagem e isto já vai longo), mas digamos que Oliveira Martins está-me a dizer isto: estes homens tontos eram tão maus, mas tão maus, que chegavam a ser bons.

Qual era o hino de Portugal durante a monarquia constitucional?

Bem, no meio disto tudo, já me perdi! Comecei a falar das memórias que já não temos… Perdemos os discursos inflamados, os maus poemas, os insultos, as palavras que, certamente, ainda décadas depois, ainda libertavam emoções fortes em quem tinha vivido tudo aquilo. E a música!… Nós já pouco nos lembramos das cores, dos sons, daquilo que enchia o peito desses portugueses oitocentistas, que me parecem tudo menos de brandos costumes (temos forcas, mortes, guerra sem fim).

Se quiserem ver como essa memória pessoal é muito curta (e por isso a História e a imaginação é tão importante), reparem no Hymno da Carta, o hino português de tantas e tantas décadas e que hoje já pouquíssimos conhecem:

O sangue quente das vítimas

Enfim, houve uma guerra civil, em Portugal, e não foi assim há tanto tempo. Lembrei-me dela por causa dos livros. São memórias perdidas, que servem aqui como prelúdio para essas outras memórias, que me propus contar, as memórias bem mais vividas e próximas de todo o século XX dos meus avós.

Mas antes de vos deixar, um pormenor. A certa altura, Oliveira Martins diz isto, em que compara D. Miguel a Robespierre:

8 O SANGUE DAS VÍTIMAS

Assim, num livro do século XIX que encontrei numa casa de Esposende, encontro qualquer coisa de muito importante para perceber alguns dos radicalismos de hoje em dia: essa bebedeira do sangue das vítimas, essa loucura iluminada.

E, com isso, lembrei-me da descrição de Garrett, no capítulo XV das Viagens, quando descreve o frade:

O despotismo, detestava-o como nenhum liberal é capaz de o abhorrecer; mas as theorias philosophicas dos liberaes, escarnecia-as como absurdas, regeitava-as como perversoras de toda a idea san, de todo o sentimento justo, de toda a bondade praticavel. Para o homem em qualquer estado, para a sociedade em qualquer fórma não havia mais leis que as do decalogo, nem se precisavam mais constituições que o Evangelho: dizia elle. Reforçá-las é superfluo, melhorá-las impossivel, desviar d’ellas monstruoso. Desde o mais alto da perfeição evangelica, que é o estado monastico, ha regras para todos alli; e não falta senão observá-las.

Ora, aí está. Muitas ideias (não só religiosas) acabam neste extremo: não é preciso mais nada, está tudo neste ou naquele livro. Os fundamentalistas cristãos dizem que está tudo na Bíblia. Os radicais islâmicos dizem que a xaria basta como lei dos povos. E por aí fora… Esta tentação de pôr o mundo a rodar em torno dum eixo muito simples (o Livro basta!) é muito sedutora — e dela jorra o sangue de muitas vítimas. Os livros, no plural, são uma dádiva, que nos transportam, numa bela casa de Esposende, até ao século XIX. Mas o Livro, assim, com maiúscula e no singular, pode ser a coisa mais perigosa do mundo.

A guerra, afinal, ainda não acabou

Agora, por fim, volto ao início e pergunto: será que esta Guerra Civil que matou tantos portugueses, que dividiu famílias, que foi assunto de obras-primas da literatura, será que essa guerra deixou algum rasto nas emoções das famílias e de cada um dos portugueses? Será que alguém ainda liga, pessoalmente, à luta entre absolutistas e liberais? À luta dos dois irmãos, Pedro e Miguel?

Surpresa: parece que sim.

Ora, reparem nestes parágrafos do artigo da Wikipédia sobre a Guerra Civil portuguesa, que parecem escritos como argumentário miguelista:

Após a morte de D. João VI, a regência foi confiada à Infanta Isabel Maria de Bragança que nomeou D. Pedro, então Imperador do Brasil, como sucessor. Em 1826, D. Pedro aclamou-se Rei de Portugal como Pedro IV de Portugal, mas, como a constituição brasileira de 1824 impedia que governasse ambos os países, e não fazendo caso das fundacionais leis monárquicas do Reino de Portugal, abdicou um direito que não tinha um mês depois na filha D. Maria da Glória (indo também aqui contra as regras de sucessão e de abdicação), uma menina de sete anos, até esta cumprir a idade necessária para casar com D. Miguel, que, entretanto, com a perda de direitos de D. Pedro, se tinha tornado o legítimo sucessor de D. João VI.

Em abril de 1826, D. Pedro “reviu” a Constituição de 1822, e retornou [sic] ao Brasil impondo no trono a D. Maria da Glória e fazendo do seu irmão Miguel regente. D. Miguel, exilado após ter liderado duas defesas contra o ataque dos liberais, embora contra a vontade de seu pai (que temia novas tentativas dos liberais e mações que havia conseguido impor a constituição) – a Vilafrancada e a Abrilada – voltou do dito exílio e assumiu a regência em nome da sobrinha. Em 23 de Junho de 1828, depois de preparadas as condições de retirar a opressão que os liberais e maçonaria estavam a fazer, as Cortes aclamaram finalmente como legítimo sucessor D. Miguel, rei de Portugal, deixando clara perante todos a sua legitimidade como herdeiro do trono e ilegítimos todos os actos praticados por D. Pedro em relação a Portugal após a “declaração da independência” no Brasil, e com grande alegria para o Povo em geral. A base para esta decisão foram as Leis Fundamentais do Reino, conhecidas como “Côrtes de Lamego” e o costume secular, que à data se encontravam em vigor por serem as leis fundamentais de Portugal, e à luz das quais D. Pedro e os seus descendentes tinham perdido o direito à Coroa a partir do momento em que, por um lado, aquele príncipe se tornara soberano de um estado estrangeiro (Brasil) e, por outro, levantara armas contra Portugal.

Talvez esteja enganado. Mas parece-me que quem escreveu este fragmento da Wikipédia tem uma simpatia muito forte pelos miguelistas. E, se bem me lembro, ainda há anos ouvi dizer que nalgumas famílias portuguesas, descendentes da nobreza da época, esta questão está tão acesa como sempre e ainda há discussões à mesa sobre quem tinha razão: D. Pedro ou D. Miguel…

Enfim, as memórias do país são uma lagoa por onde passam correntes profundas, invisíveis para muitos, mas ainda bem quentes e muito reais noutras casas e noutras cabeças.

E por hoje tenho de ficar por aqui, que esta guerra já me ocupou uns milhares de palavras — e a paciência do meu caro leitor não é infinita. Mas, olhe, vá a Esposende que vale bem a pena. Com um livro na mão, então, é de ir e chorar por mais.

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3 Comments

  1. Paulo

    A História é feita pelos vencedores. E isso é(era) válido nos livros escritos, que, salvo purgas de próximos vencedores, serão imutáveis póis o que está impresso já não é alterável.

    Mas a moderna escrita em bits e bytes, permite isso; o reescrever da história à vontade do revisor…

  2. Antônio

    Gostei muito do texto. Obrigado por compartilhar conosco suas descobertas em Esposende.

    Antônio
    Ceará – Brasil

  3. Matilde Teixeira

    Muito interessantes estas voltas, de Garrett a Oliveira Martins …. deliciosa a comparação da prosa de um e de outro. Garrett deu ao português a clareza elegante do ribeiro de águas límpidas que corre feliz!
    Afinal já muitos o disseram : grave, grave ” é a certeza que o homem tem da verdade” . Tanta gente precisava de meditar nisso nos dias que correm…
    Obrigada por esta viagem.

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