Antes de mais, um desafio: há umas semanas, para comemorar o Verão, propus aos leitores dos Doze Segredos da Língua Portuguesa que fotografassem o livro num lugar bonito.

Já recebi participações magníficas — mas penso que ninguém se importa se der destaque a esta foto nas alturas…

PENICHE

Se já vi o livro em sítios onde nunca fui (na Índia e em Timor Leste, por exemplo), esta é uma foto bem caseira: as mãos que seguram o livro são do meu avô Manuel e as mãos que seguram o avião são do meu tio Nuno. E reparem na península de Peniche, onde nasci, ali atrás… Aliás, se olharem com muita atenção conseguem ver a minha avó Leonor a dizer adeus à porta da mercearia. (Ah, e a casa dos meus pais está na foto, mas por baixo do avião.)

Quem quiser participar, não se esqueça de partilhar a foto na página dedicada ao livro, no Facebook. Porquê? Porque em Setembro, depois das férias, tenho uma surpresa para os autores de duas das fotos (escolhidas à sorte, claro está).


Espero que os leitores deste blogue não se importem que lhes dê notícia das palavras simpáticas que leio sobre o livro — afinal, quem escreve um livro gosta que saber que há quem o leia e goste… Pois a semana passada os segredos não só andaram nas alturas, como também foram muito bem tratado em dois artigos de imprensa.

Na Time Out Lisboa, Helena Soares dá-lhe quatro estrelas e escreve, entre outras palavras muito simpáticas:

«Este livro podia chamar-se “Manifesto contra a Arrogância Linguística”, porque é isso que ele de facto é, mas felizmente Marco Neves não parece estar aqui para despiques. O que quer é que os portugueses estejam em paz com a sua própria língua, que a usem sem medo e sobretudo sem medo de erros que nem sequer existem; e ainda nos dá recomendações de óptimas leituras de referência no fim de cada tópico e um capítulo final com boas ideias para treinar a escrita.»


Já no Público, na edição de 12 de Agosto, Nuno Pacheco também escreve sobre o livro, ao fazer uma viagem pelos livros sobre a língua dos últimos meses:

«Este ano, foi preciso chegar a Abril para encontrar novo título: Doze Segredos da Língua Portuguesa, de Marco Neves (Guerra & Paz, Abril de 2016). Não é um dicionário e será também para ler de uma ponta à outra, como um romance. Fala de erros, sim, mas também diz que alguns não são erros. De certo modo, insistindo no bem falar e bem escrever, é como um oásis no martírio dos que, lendo os anteriores, começam a julgar-se analfabetos. […] É a partir de alguns aparentes contra-sensos e alguns lugares-comuns que o autor vai desfazendo mitos sem perder de vista o essencial: a defesa da língua. O que implica ler muito. Ler mais. Errar e corrigir. Conversar. Brincar com as palavras. Falar com os filhos. Aprender outras línguas.»


Bem, se por esta altura ainda houver algum leitor deste blogue que não tem os Doze Segredos da Língua Portuguesa em casa, nunca é tarde de mais. Aqui está a ligação para uma página onde pode encomendá-lo.