Certas Palavras

Blogue de Marco Neves

Quais são as expressões mais deliciosas da nossa língua?

Estou a planear escrever um pequeno texto com mais expressões deliciosas, para continuar aquele artigo em que descrevi as delícias que uma alemã encontrou na nossa língua.

Pois, desta vez, pergunto directamente aos meus leitores: que expressões da nossa língua consideram deliciosas?

Entre todas as respostas, irei escolher aquelas que me deixarem mais água na boca…

Podem usar os comentários para responder. Desde já, o meu muito obrigado!

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12 Comments

  1. Ana Bela Alves Primo

    Talvez porque se aproxima o Natal e lembro com saudade as delícias dessa época, a expressão “Não é por aí que o gato vai às filhós” afigura-se-me como uma expressão bem deliciosa da nossa língua…

  2. Patrícia Cristina dos Santos T. de Góis Machado

    “Pescadinha de rabo na boca” parece-me ser uma excelente expressão…

  3. Olá, caro Marco, boa noite! É deveras significativo que se refira a esse artigo que escreveu e que oportunamente partilhei. Sou muitíssimo suspeita pois sou uma apaixonada por provérbios e expressões idiomáticas nas quais a nossa bem amada língua é tão rica. Trago sempre mancheias de expressões debaixo da língua para todas as ocasiões, por isso é complicado escolher tal é o manancial! Deixo-lhe assim ficar a minha página onde escrevo pequenos contos e rimas imperfeitas a partir de provérbios e sabedoria poular: tem lá muito com que se entreter e será bem vindo! E se não for ser pedinchona, e aproveitando a boleia desta ferramenta de marketing directo, queira recomendar-me no seu sítio… Se achar que a prosa e a poesia algo destrambelhada assim o merecem, claro. Tenha o resto de uma excelente noite!
    Margarida Batista

    http://www.facebook.com/ProverbiosProvados

  4. António Fidalgo

    Seguindo o mesmo raciocínio da “história” com a alemã, eu conheço uma antiga cantilena para os pronomes pessoais; Eu génio
    Tu barão
    Ele fante
    Nós moscada
    Vós grossa
    Eles bzzz
    aqui tb não se descobriu palavra começada por “eles”. Haverá ?
    António Fidalgo

  5. Joaquim Jordão

    Ó Marco, eu digo quanto é franco: expressões deliciosas é o que não falta na nossa tão catita língua.
    Não quero armar ao pingarelho, mas o facto é que tenho um ficheiro com muitas dezenas delas.
    O carago é que, devido à minha incompetência informática — área para a qual não sou nada propênsico — aquilo está para ali tudo desintrambiquadrilhado.
    E não estou a dizer isto de sofisma.
    A verdade verdadinha é que desde mil novecentos e troca o passo que tenho completador (é assim que se diz?), e lido com ele à sobreposse, mas não há maneira de, como dizer? deixar de me sentir apoquentado enquanto estou a escrever, sempre a recear que depois quem me leia venha caçoar comigo por ser um cabeça de alho chocho.
    Em suma: confesso que sou um marinheiro de água doce, um desazado, um troca-tintas que, como se vê, gosta é do treco-lareco, assim e assado — e que se lixe o resto, que não quero passar por lanfranhudo.
    Parece-lhe que estão certas as minhas palavras? Que é azado este meu comentário? Ou acha que estou laró da cuca?
    Dito isto, vou abalar. Ala que se faz tarde.
    Cumprimenta o seu humilde admirador
    Joaquim Jordão

  6. Claudio Bilingüe

    Tes o trancaniño no cú
    Bótao no lombo
    Ven pra o meu colo
    Eres un lambón
    Arrecontrachégate pra alá
    Cheira ao ghas
    Vaite lavar porcona
    Tás despeluxada
    Esnafrouse!
    Outra vaca no millo
    No me señas forraghaitas
    Eres un esfolamillos
    Cala tí!, palaghoche
    Seica toleaches?
    Debullar debulleime
    Dalle que non mira
    Dalle que libras
    Dalle lume pra adiante
    Vai de vagar
    A modo, a modiño
    Sentidiño eh!, sentidiño
    Fixéchela boa meu
    Iso vai todo a eito pra adiante
    Dalle pero con xeito, que vas esfolar todo
    Pixiñas é un caghiñas que non sabe nin foder
    Tócate o carallo!
    Vai rasca-lo carallo
    Vai rasca-lo cú por ahí
    Lonxe, moi lonxe … no quinto carallo
    A cona!!!
    Marchou co rabo antre as pernas
    Veu coas orellas ghachas
    Feixon, cristaleixon e cartos pra o meu caixon
    Pan de millo non leva fariña triga
    Gaivotas a terra, mariñeiros á merda
    Nunca choveu que non escambrara
    Que fedor rapás!!!
    Vaite febreiro parvo, que tes vinteoito días, se chegas a ter mais catro, non para nin can nin gato.
    Iso nada, ho!
    Compreino feito pero fíxeno eu
    Pra baixares hai que subires
    Dedo meniño, o seu sobriño, maior de todos, furabolos e … escachapiollos!
    É un varunca: manda ela, e ele nunca
    Marcho que teño que marchar

    • Francisco Ferro Pessoa

      Tenho um alternativo: Dedo mindinho, seu vizinho, maior de todos, fura bolo, cata piolho…

  7. cristina bluemel

    “Então CATRAPUS… e foi um VÊ SE T’AVIAS!”

  8. Cidreira

    carapau de corrida

  9. Elvira Alves Barry

    Dois dedos de testa: “se tivesses dois dedos de testa” (algum juízinho)

    Uma pé de dança: Que tal uma pé de dança?

    Uma colega ficou confusa numa ocasião que me avariou o computador, e expliquei, a moda do Minho, que ia levar a maquina “ao pandurco”.

  10. Ora aqui vai a minha pequena contribuição. São provérbios, expressões, e afins. Uns mais conhecidos, outros menos.
    Tenho ainda uns dizeres mais escabrosos ou picantes, que não vou agora adicionar. Se o autor estiver interessado, poderá contactar-me.

    À boca cheia!
    A cavalo dado não se olha o dente
    A César o que é de César
    A culpa morreu solteira
    A descer todos os santos ajudam
    A galinha do vizinho é sempre melhor que a minha
    A ganhar se perde e a perder se ganha
    A gota que fez transbordar o copo
    A meias
    A merda é sempre a mesma, as moscas é que mudam
    A modos que…
    A mulher e a sardinha quer-se pequenina
    A olhar para o dia de ontem
    Aia! (expressão de espanto na zona do Tramagal)
    Ainda a procissão vai no adro…
    Água mole em pedra dura, tanto bate até que fura
    Água vai!
    Águas passadas não movem moínhos
    Aguenta aí os cavalos!
    Ah pois é, bébé!
    Ainda gasta meias-solas
    Alentejanos, Algarvios e cães de caça são todos da mesma raça
    Amigos, amigos, negócios à parte
    Ajoelhou, vai ter que rezar
    Amor e uma cabana
    Andar à bulha/batatada
    Andar à míngua
    Andar ao desvario
    Andar ao Deus-dará
    Andar aos caídos
    Andar aos papéis
    Andar às aranhas
    Andar às cegas
    Andar às voltas como uma barata tonta
    Andar com a casa às costas
    Andar em pontas dos pés
    Aquele gajo é um songamonga
    Ao menino e ao borracho põe Deus a mão por baixo
    Ao preço da chuva/uva mijona
    Apertar os calos a alguém
    Arrear o calhau
    Arrefinfa-lhe!
    Às páginas tantas…
    Assim como assim…
    Azar dos Távoras

    Bater em mortos
    Bater no ceguinho
    Bater trunfo
    Bem-haja
    Benefício da dúvida
    Boa como o milho
    Bonda, bonda (basta, já chega)
    Burro como uma porta
    Burro velho não aprende linguas

    Cá se fazem cá se pagam
    Cabeça na Lua/nas nuvens/de vento
    Cada cabeça sua sentença
    Cada caçador cada mentiroso
    Cada cavadela sua minhoca
    Cada macaco no seu galho
    Cada tiro cada melro
    Caga-tacos
    Cai o Carmo e a Trindade
    Cantar de galo
    Cão que ladra não morde
    Caramelo (nativo de Azeitão)
    Casa de ferreiro, espeto de pau
    Casa onde caibas, terra que avistes
    Casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão
    Casamento molhado é casamento abençoado
    Cheio, chega!
    Chiça penico, chapéu de coco
    Chover no molhado
    Chuva molha tolos
    Com duas pedras na mão
    Com o freio nos dentes
    Com o mal dos outros posso eu
    Como um burro a olhar para um palácio
    Copo meio cheio
    Coração quente, amor ardente, tesão para sempre
    Corro de burro quando foge (e não cor de burro quando foge)
    Cresce e aparece
    Cruzes canhoto!

    Dá-lhe agora que está de costas!
    Dar a mão à palmatória
    Dar barraca
    Dar de frosques
    Dar nozes a quem não tem dentes
    Dar tempo ao tempo
    Dar um beijinho ao santinho
    Dar uma volta de 360°
    De Espanha nem bom vento nem bom casamento
    De pequenino se torce o pepino
    Deixa-os poisar
    Depressa e bem não há quem
    Desampara-me a loja
    Descobrir a careca
    Despacha-te! Parece que vais a pisar ovos!
    Devagar se vai ao longe
    Dito e feito
    Doa a quem doer
    Dois coelhos de uma cajadada

    É cão que não conhece o dono
    É de lana caprina
    É dos carecas que elas gostam mais
    É má a ave que o seu ninho suja
    É pró menino e pra menina!
    É tudo farinha do mesmo saco
    Eh touro lindo!
    Em cada (lampião) há um ladrão
    Em tempo de guerra não se limpam armas
    Em terra de cegos que tem olho é rei
    Em terra do bom viver faz como vires fazer
    Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas
    Entre a espada e a parede
    Entre marido e mulher não se mete a colher
    Entre mortos e feridos, alguém há-de escapar
    Eras amor para a vida inteira. Daqui ao jantar é uma vida inteira!
    Erro de palmatória
    És um mete-nojo
    Estar a brincar com o fogo
    Estar a encher pneus/chouriços
    Estar a estreler
    Estar a levantar cabelo
    Estar à mercê de alguém
    Estar com os copos
    Estar de pé atrás
    Está-me a chegar a mostarda ao nariz
    Estás-me a ver de óculos?

    Falar para o boneco
    Faz o que eu digo, não faças o que eu faço
    Faz-te um homem
    Fazer finca-pé
    Fazer o ninho atrás da orelha
    Fazer um pé de vento
    Fica no cu de judas
    Ficar a segurar a vela
    Ficar a ver navios
    Foi pró maneta!
    Furibunda

    Ganda malha!
    Gandulo
    Gato escaldado de água fria tem medo
    Gato escondido com rabo de fora
    Grão a grão, enche a galinha o papo

    Há mais marés que marinheiros
    Há mar e mar, há ir e voltar
    Histórias de faca e alguidar
    Homem pequenino ou velhaco ou dançarino

    Ir a Roma e não ver o papa
    Ir ao baeta
    Ir aos arames
    Isso são águas passadas/chão que deu uvas
    Isto é mais melhor bom
    Isto é um pitéu
    Isto não é atar e pôr ao fumeiro
    Isto não é para quem quer, é para quem pode
    Isto vai dar molho

    Já borraste a pintura toda
    Já me estou a passar!

    Lá no quinto dos infernos
    Larga-me de mão!
    Lavar o rabo com agua de rosas/malvas
    Levar na cabeça
    Levar uma galheta
    Língua de palmo
    Longe da vista, longe do coração

    Mais vale cobarde vivo que herói morto
    Mais vale tarde que nunca
    Mais vale um pássaro na mão que dois a voar
    Mais velho que a Sé de Braga
    Maria vai com as outras
    Mau como as cobras
    Mau mau Maria!
    Mariquinhas pé de salsa!
    Mãos de fada
    Mãos frias, coração quente
    Memória de galinha/elefante!
    Menina ou azeite
    Mentes com quantos dentes tens
    Meter a foice em seara alheia
    Meter o Rossio na rua da Betesga
    Meter-se num ninho de vespas/numa alhada
    Moita carrasco!
    Morrer na praia
    Mudar a água às azeitonas

    Não dar uma prá caixa
    Não é o que se ganha, é o que se gasta
    Não há duas sem três
    Não há fome que não dê em fartura
    Não mordas a mão a quem te dá de comer
    Não sair/passar da cepa torta
    Não tens espelho em casa?
    Não tens vergonha na cara
    Nem a gente come nem o pai almoça
    Nem ata nem desata
    Nem faz nem deixa fazer
    Nem oito nem oitenta
    Nem que a vaca tussa
    Nem tanto ao mar nem tanto à terra
    Ninguém vê o alqueire no seu olho, nem que ele seja como uma tranca
    No dia de S. Nunca à tarde
    Não ter bom vinho

    O barato sai caro
    O enxoval vai com a noiva
    O maior cego é aquele que não quer ver
    O óptimo é inimigo do bom
    O que tu queres sei eu
    O que tu sabes já a mim me esqueceu
    O seu a seu dono
    Ó tempo volta para trás
    O teu melhor professor foi o meu pior aluno
    Ó jóia! Anda cá ao ourives
    Ó senhor condutor meta o pé no acelerador, se bater não faz mal, vamos parar ao hospital
    Obras de Santa Engrácia
    Olho à belenenses
    Onde mija um portugês, mijam logo dois ou três
    Orelhas de burro
    Os cães ladram e a caravana passa
    Os conselhos só devem ser dados quando forem pedidos
    Os conselhos se fossem bons, não de davam … vendiam-se
    Os três da vida airada: cócó, ranheta e facada
    Ovelha ronhosa ( e não ovelha ranhosa)…

    Pão, pão, queijo, queijo
    Papa-açorda
    Par de gaitadas
    Para mal dos meus pecados
    Para maluco, maluco e meio
    Parece que pariu aqui a galega
    Pardal do alto / Marialva
    Pau para toda a obra
    Pau que nasce torto, tarde ou nunca se endireita
    Pavonear-se
    Pé ante pé
    Peçonhento!
    Pela boca morre o peixe
    Pexito (dialecto e nativo de Sesimbra)
    Põe-te na alheta!
    Por a boca no trombone
    Por a pata na poça
    Por o carro/carroça à frente dos bois
    Por quem és/sois (originário das guerras miguelistas, mas com outro sentido)
    Por uma unha negra
    Portugal é Lisboa, o resto é paisagem
    Prante-lhe (Ponha-lhe)
    Presunção e água benta cada um toma a que quer
    Prognósticos só no fim do jogo
    Puto charila, macaco sem pila

    Quando as galinhas tiverem dentes
    Quando o mar bate na rocha quem se lixa é o mexilhão
    Quanto maior a nau, maior a tormenta
    Quanto mais alto maior a queda
    Quatro-olhos
    Que pasmaceira!
    Que pessegada! (confusão)
    Que trocadalho do carilho!
    Queima-tripa
    Quem anda à chuva molha-se
    Quem canta seus males espanta
    Quem casa quer casa
    Quem corre por gosto não se cansa
    Quem dá e torna a tirar ao inferno vai parar
    Quem dá o que tem, a mais não é obrigado
    Quem diz o que quer, ouve o que não quer
    Quem muito fala pouco acerta
    Quem nasce para tostão não chega a milhão
    Quem não chora não mama
    Quem não tem cão caça como o gato (e não caça com gato)…
    Quem o feio ama, bonito lhe parece
    Quem sai aos seus não degenera
    Quem sai aos seus não é de Genebra
    Quem se mete em atalhos mete-se em trabalhos
    Quem semeia ventos, colhe tempestades
    Quem tem boca vaia Roma ( e não quem tem boca vai a Roma)
    Quem tem filhos tem cadilhos, quem os não tem cadilhos tem
    Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras
    Quem vai à guerra dá e leva
    Quem vai ao mar avia-se em terra
    Quem vai ao mar perde o lugar
    Quanto mais me bates mais gosto de ti
    Quanto mais prima mais se lhe arrima
    Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é tolo ou não tem arte
    Quem tem cu tem medo
    Quem ve caras não vê corações
    (Queres crédito) vai ao Totta.
    Queres fiado? Toma!

    Rapar o fundo ao tacho
    Refundido
    Résvés, Campo de Ourique
    Roda que não chia, não leva óleo
    Roma e Pavia não se fizeram num dia

    Sacripantas
    Salta-pocinhas
    Saltar do fogo para a frigideira
    Santos da casa não fazem milagres
    Se o casamento fosse bom, não eram precisas testemunhas
    Se um velho pudesse e um novo soubesse, não havia nada que não se fizesse
    Sem eira nem beira
    Ser apanhado com a boca na botija/mão na massa
    Ser uma boneca de trapos/feito de borracha
    Siga a banda/marinha
    Sobre melancia água fria, sobre melão vinho de tostão
    Sol na eira, chuva no nabal
    Sopa de letras
    Sopa da pedra
    Suar as estopinhas

    Tás aqui, tás ali!
    Teimoso como uma mula
    Tempestade em copo de água
    Tempos de antanho
    Tens que me dizer onde é o teu caixote do lixo
    Ter a mania das grandezas
    Ter mais olhos que barriga
    Ter um V de vai e volta
    Testa de ferro
    Todos os cães têm sorte
    Trabalha que se desunha
    Trangalhadanças
    Tu cá tu lá…
    Tu és de Olhão e jogas no Boavista
    Tu queres sarna para te coçares
    Tudo ao molho e fé em Deus

    Um olho no burro, outro no cigano
    Um raio que ta parta/Raisparta
    Uma andorinha não faz a primavera
    Uma cagada em três actos
    Umas vezes a pé outras vezes andando

    Vai dar banho ao cão!
    Vai dar uma volta ao bilhar grande
    Vai de vela
    Vai pela sombra que o sol está forte
    Vai pentear macacos!
    Vai morrer longe!
    Vai na volta…
    Vai ver se chove!
    Vai ver se estou na esquina!
    Vai-te encher de moscas
    Vender pentes a carecas
    Ver Braga por um canudo
    Ver para crer como S. Tomé
    Vida de cão
    Visita de médico
    Viver no fio da navalha
    Vivinho da silva
    Vou ali já venho
    Vozes de burro não chegam ao céu
    Vulgar de Lineu

    Zás Trás Catrapás

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