Esta crónica tem de ser mais curta do que o habitual. Estou de férias e com pressa de não fazer nada. Assim, decidi: vou escrever apenas uns quantos parágrafos, leves, levezinhos, e depois voltar para os gritos de alegria das crianças na rebentação...
É verdade que a sorte que tiveram foi muito diferente — mas, do mirandês ao castelhano, as línguas que hoje encontramos na nossa península fizeram quase todas, na sua origem, uma viagem de norte para sul (o «quase» está ali por culpa dos bascos)...
A curiosidade leva-nos a imaginar um avô e um neto à beira de morrer — ou a procurar saber mais sobre eles, contando o número de neutrões em dentes antigos.
Um avião inglês a caminho da guerra caiu ali para os lados de Peniche. O meu avô estava lá — e eu também.



